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quinta-feira, 19 de abril de 2012
terça-feira, 27 de março de 2012
meu bem 2

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nada a dizer sobre a vida
que eu deixei de levar
do salário que eu deixei de ganhar.
sei que tem algo de errado
em ser um pouco feliz
num mundo com tudo ao contrário
e um puta medo do fim.
é de se desculpar pela minha falta de caráter
em nem pedir perdão
nem me interessar
por qual a sua escolha, sua opinião;
me corrói saber desse embargo inútil
da sua vida suprimida
naquilo que resta dela em mim
no seu refúgio amarelo.
isso vale pra ti
e para quem mais teve de mim esse amálgama infeliz.
essa memória triste, que vá embora.
pois estou em paz, e que fique.
isso vale pra dizer que meu barco foi embora,
e ninguém entendeu,
por mais simples que seja,
o meu sorriso bobo.
que mesmo ausente do rosto,
retumba na alma.
reflete no corpo
e brilha no escuro.
Por que todos entendiam somente
minhas dores?
venho em missão de paz,
lhe recebo em minha taba,
onde a regra única é o amor.
comemoro seu sorriso,
acaricio seu rosto
e lavo da sua alma
todo o passado e a dor.
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
página 3
trecho de desabafo natalino
Falando nisso, não tenho mais que provar essa comida, que rir das mesmas coisas; não preciso achar bela qualquer lembrança infeliz; vá tudo à merda.
natal
pensamentos de uma família tipicamente natalina
1. não podemos esquecer que estamos celebrando o nascimento do menino;
2. eu chuparia as bolas do menino;
3. (...)
4. somos todos anjos, me perdoe, e perdoe meu poodle. E os pobre;
5. É... Irado;
6. Odeio pobres;
7. bzzzzz.... bzzzz;
8. ave maria...
9. panosso questásnocéu, santificadose o nosso nome;
10. dor na costa;
11. amém.
alento
nota de quem lhes fala, em seu aniversário
página 2
trecho encontrado colado na rua em dia de chuva
não é talento. Simplesmente pois não são todos que precisam colocar para fora; são uns brutos.
página 1
transcrição de papel solto dentro de bolso
eu vou embora, para sempre, deixei o barco ir, segui em frente; hasteei velas, recolhi âncoras, troquei a tripulação, cortei gargantas; botei as coisas pra fora, nada mais importa, fechei as cortinas, janelas, fui embora.
como ia ser bom ter um bulldog, pato, papagaio; viajar, errar caminhos, fazer desenhos nas nuvens, ver os dias passar; dividir um lanche, conta do banco, histórias ou um refrigerante; tomar chuva, chá, chocolate, sorvete de pistache; vontade de ter, como se tivesse visto crescer; não existo, insignificante, um qualquer, um meliante; discrepante alguém neste instante pensar em ser a mesma ovelha negra
como ia ser bom ter um bulldog, pato, papagaio; viajar, errar caminhos, fazer desenhos nas nuvens, ver os dias passar; dividir um lanche, conta do banco, histórias ou um refrigerante; tomar chuva, chá, chocolate, sorvete de pistache; vontade de ter, como se tivesse visto crescer; não existo, insignificante, um qualquer, um meliante; discrepante alguém neste instante pensar em ser a mesma ovelha negra
vou lembrar dos dias que vivi em sociedade, achei uma garota, mais ou menos da minha idade; lembro de seu sorriso, do seu cabelo comprido; seu abraço, um gesto de amizade.
uma loucura, um acesso, um devaneio, me arrependo, foi mal, errei feio.
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